GP DO CANADÁ TERÁ FRIO, SPRINT INÉDITA E DISPUTA INTERNA NA MERCEDES
Etapa em Montreal será a quinta da temporada 2026 da Fórmula 1 e deve marcar início de maratona no calendário
Foto: Reprodução / Internet
A Fórmula 1 chega a Montreal neste fim de semana para a disputa do GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026. A prova no Circuito Gilles Villeneuve terá uma novidade importante: pela primeira vez, a etapa canadense contará com o formato sprint. Com isso, o único treino livre será realizado na sexta-feira (22), antes da classificação sprint.
Além disso, a corrida deste ano acontecerá em maio, cerca de três semanas antes do período tradicional. Por isso, as equipes devem enfrentar temperaturas mais baixas em Montreal, com previsão de frio intenso e chance de chuva ao longo do fim de semana.
Mercedes chega como favorita
A Mercedes chega ao Canadá com amplo favoritismo. Em 2025, a equipe venceu em Montreal com George Russell, enquanto Kimi Antonelli terminou em terceiro e conquistou o primeiro pódio da carreira na Fórmula 1. Agora, em 2026, o cenário é ainda mais favorável para a escuderia alemã.
No GP de Miami, Antonelli confirmou o bom momento da equipe e venceu a corrida principal. Mesmo assim, a McLaren conseguiu se aproximar, principalmente com Lando Norris, que brigou pela vitória até a volta final. Por isso, o Canadá pode indicar melhor se a vantagem da Mercedes seguirá confortável ou se os rivais conseguirão reduzir a diferença.
Além disso, a equipe alemã deve levar um pacote de atualizações para Montreal. Como a Mercedes foi uma das poucas equipes sem grandes novidades em Miami, a expectativa é que o novo conjunto ajude Russell e Antonelli a manterem a liderança no campeonato.
Duelo entre Russell e Antonelli chama atenção
O favoritismo da Mercedes também coloca em destaque a disputa interna entre George Russell e Kimi Antonelli. O italiano cresceu de rendimento nas últimas etapas e chega embalado após vencer em Miami.
Por outro lado, Russell tem bom histórico no Circuito Gilles Villeneuve. O britânico venceu no Canadá em 2025, depois de largar da pole position. Dessa forma, Montreal pode oferecer a ele uma chance importante de reagir na disputa dentro da equipe.
A rivalidade interna ganha peso porque Antonelli já mostra condições de brigar pelo título. Portanto, a etapa canadense pode ser um teste importante para medir o equilíbrio entre os dois pilotos da Mercedes.

Foto: Reprodução / Internet
McLaren, Ferrari e Red Bull buscam reação
Mesmo com a Mercedes favorita, a corrida não deve ser previsível. A McLaren também prepara novidades para o carro, incluindo mudanças em assoalho, carenagem, chassi e asas dianteira e traseira.
Além disso, Ferrari e Red Bull tentam descontar a diferença. Em Miami, Max Verstappen mostrou evolução com a Red Bull, enquanto a Ferrari apresentou bom ritmo em alguns momentos do fim de semana, apesar das dificuldades na corrida principal.
Com o formato sprint, as equipes terão menos tempo para ajustar os carros. Por isso, quem encontrar rapidamente o melhor acerto pode ganhar vantagem desde a sexta-feira.
Montreal costuma entregar corridas imprevisíveis
O Circuito Gilles Villeneuve tem histórico de boas corridas e muitas ultrapassagens. A pista mistura longas retas, chicanes apertadas e fortes zonas de frenagem. Além disso, os muros ficam próximos em vários pontos, o que aumenta o risco de incidentes.
Por esse motivo, o safety car costuma aparecer com frequência em Montreal. O traçado tem pouca área de escape em algumas curvas e exige precisão dos pilotos, principalmente na última chicane.
Um dos pontos mais famosos é o Muro dos Campeões, localizado na saída da chicane final. O trecho ganhou esse apelido depois das batidas de Damon Hill, Michael Schumacher e Jacques Villeneuve no GP de 1999.

Foto: Reprodução / Internet
Pista exige freios, tração e energia
Apesar de ficar dentro de um parque urbano, na Ilha de Notre-Dame, o Circuito Gilles Villeneuve não tem um desenho travado. A pista combina trechos de alta velocidade com curvas fechadas, o que exige muito dos freios e da tração dos carros.
Além disso, o gerenciamento de energia será um ponto importante no fim de semana. O GP do Canadá deve servir como teste para as medidas implementadas pela FIA em Miami, principalmente em relação à recuperação e ao uso da potência elétrica.
Com temperaturas mais baixas, as equipes também precisarão trabalhar bem o aquecimento dos pneus. A Pirelli levará os três compostos mais macios da gama: C3, C4 e C5.
Bortoleto busca fim de semana sem problemas
No pelotão intermediário, a Audi deve levar atualizações para o Canadá. A novidade pode ajudar Gabriel Bortoleto, que tem mostrado bom ritmo nos treinos e costuma ficar próximo do top 10.
No entanto, a confiabilidade ainda preocupa a equipe alemã. Bortoleto já pontuou na Austrália, mas agora o objetivo da Audi é completar um fim de semana competitivo com os dois carros, sem quebras e sem problemas que comprometam treinos, sprint ou corrida.

Foto: Reprodução / Internet
GP marca início de maratona na Fórmula 1
O GP do Canadá também abre uma sequência intensa no calendário. Depois dos adiamentos das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, a temporada chega ao fim de maio com apenas cinco corridas disputadas.
A partir de Montreal, porém, a Fórmula 1 emenda uma maratona até julho, com sete provas em dez finais de semana. Portanto, o Canadá pode ser decisivo para as equipes que ainda tentam reagir antes da pausa de verão na Europa.
Programação do GP do Canadá
Sexta-feira (22 de maio)
Treino livre único
Classificação sprint
Sábado (23 de maio)
Corrida sprint
Classificação para o GP
Domingo (24 de maio)
Grande Prêmio do Canadá

Foto: Reprodução / Internet
Para saber mais sobre o mundo dos esportes basta acessar o Rede Fonte News