LULA VAI DEFINIR DESTINO DE MESSIAS; AGU RETORNA AO CARGO SEM FUTURO DECIDIDO

Advogado-geral da União aguarda reunião com Lula para decidir se permanece no cargo ou deixa o governo; possibilidade de mudança para um ministério também está em análise no Planalto

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📷 Reprodução: internet

04/05/2026 ◦ Por: Segismar Júnior

O advogado-geral da União, Jorge Messias, voltou de férias nesta segunda-feira (4) e ainda não tem compromissos públicos definidos. Ele deve aguardar uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para bater o martelo sobre sua permanência no governo.

A expectativa, segundo aliados, é de que o encontro aconteça nos próximos dias e seja decisivo para o futuro do ministro à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). A tendência é de que a reunião com Lula seja determinante para confirmar se ele segue no cargo ou deixa a função.

A situação se intensificou após a rejeição do nome de Messias pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Logo após a votação, o ministro chegou a manifestar ao presidente a intenção de deixar o governo. Lula, no entanto, teria pedido cautela e orientado que ele evitasse uma decisão imediata.

Messias esteve de férias entre os dias 8 e 30 de abril, período em que se afastou das atividades para se preparar para a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Nos bastidores, a avaliação é de que o advogado-geral da União tende a deixar o cargo, mas poderia permanecer caso haja um pedido direto do presidente Lula. Integrantes do governo defendem que sua continuidade na AGU ajudaria a recompor a confiança política após a derrota no Senado.

Outra possibilidade em discussão no Palácio do Planalto é uma eventual transferência de Messias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A mudança é vista por aliados como uma forma de reposicioná-lo dentro do governo e reduzir o desgaste provocado pela rejeição.

A votação no Senado terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis ao nome de Messias, em uma articulação que contou com a oposição e apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

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