NOVE MEMBROS DA IGREJA ZION SÃO LIBERTADOS NA CHINA, MAS LÍDERES SEGUEM PRESOS
Grupo foi solto após mais de oito meses de detenção; outros nove líderes da igreja continuam detidos e enfrentam acusações mais graves
📷: Courtesy Photo
Nove membros da Igreja Zion foram libertados na China após passarem mais de oito meses presos. A denominação, uma das maiores redes de igrejas domésticas do país, enfrenta perseguição do governo chinês desde o seu fechamento em 2018. Segundo comunicado divulgado na sexta-feira (19), a soltura ocorreu após o fim do período máximo de detenção investigativa previsto na legislação local.
Os libertados são Sun Cong, Liu Jiang, Li Shengjuan, Wei Yunfei, An Mei, Zhan Ge, Hu Yanzi, Mei Liming e Zhu Mingli. Familiares e membros da igreja os receberam do lado de fora do centro de detenção em Beihai, e relatos indicam que estavam em boas condições físicas e emocionais.
Enquanto isso, nove líderes da igreja seguem presos e agora enfrentam acusações mais graves, como “operações comerciais ilegais” e “fraude”. Entre eles estão os pastores Ezra Jin Mingri, Wang Lin, Gao Yingjia, Yin Huibin, Liu Zhenbin, Lin Shucheng e Wang Cong, além do ancião Wang Zhong e de Wu Qiuyu. Eles foram encaminhados à Procuradoria do Povo do Distrito de Yinhai, em Beihai, onde o processo segue em andamento. A defesa ainda não teve acesso completo aos autos e pretende contestar as acusações, enquanto a igreja nega qualquer atividade comercial irregular e afirma que suas contribuições são doações voluntárias.
O caso teve início em outubro de 2025, quando cerca de 30 membros e líderes foram detidos em diferentes cidades. Fundada em 2007, a Igreja Zion cresceu de 20 membros para cerca de 10 mil fiéis em 40 cidades, até ser proibida em 2018 após recusar a instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim.
Autoridades internacionais também se manifestaram. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu a libertação dos líderes e criticou a repressão religiosa no país. O ex-vice-presidente Mike Pence e o ex-secretário de Estado Mike Pompeo também condenaram as prisões. A China ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas.