PROFESSORA ASSUSTA CRIANÇAS AO ASSOCIAR VITÓRIA DE FLÁVIO A MORTES DE ALUNOS NEGROS

Prefeita de Potirendaba (SP) anunciou medidas para apurar o caso.

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Foto: Reprodução

22/10/2026 ◦ Por: Andréia Nikely

Uma professora da rede municipal de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi denunciada após associar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições à morte de estudantes negros e pardos. O caso veio à tona nesta quarta-feira (21), quando a prefeita do município, Gi Franzotti (PL), divulgou um vídeo com trechos da aula.

A denúncia foi apresentada por uma mãe que relatou que a filha, de 11 anos, chegou em casa chorando e com medo após ouvir as declarações da docente. Segundo a prefeita, as imagens e os áudios captados pelas câmeras de monitoramento da escola permitiram verificar o relato.

Durante a aula, a professora fez referências ao nazismo e ao fascismo e relacionou Flávio Bolsonaro aos regimes liderados por Adolf Hitler, na Alemanha, e Benito Mussolini, na Itália.

Na gravação, a docente afirma que pessoas brancas e ricas teriam mais chances de sobreviver em um eventual governo do candidato. Em seguida, aponta para estudantes e diz que alguns poderiam morrer por serem negros ou pardos. Ela também associa a cor da pele de um dos alunos à possibilidade de escravização.

Assustadas e confusas, as crianças questionam a professora sobre a possibilidade de serem mortas. Ao responder a um estudante, a docente afirma que ele teria ascendência ligada à escravidão e, quando o menino pergunta se seria escravizado, diz que ele seria morto.

Diante da repercussão, Gi Franzotti informou que a prefeitura protocolou uma denúncia no Ministério do Trabalho. O caso também seria encaminhado ao Ministério Público, ao juiz da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar.

A administração municipal ainda anunciou a abertura de uma sindicância para investigar a conduta da servidora.

Ao comentar o episódio, a prefeita defendeu a importância das câmeras de monitoramento nas escolas e creches municipais. Segundo ela, os equipamentos foram fundamentais para verificar o que havia sido relatado pela família e registrar as declarações feitas em sala de aula.

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